terça-feira, 17 de janeiro de 2017

16 de Janeiro de 1823 – Júlio, O Impiedoso

Júlio Ferro parecia delicado e sonhador, e era e não o era. Sonhador sim – o 7º Presidente da República do Centro [pois o Brasil como tal não existia] tinha na sua cabeça possibilidades ainda não realizadas do Mundo.

Após contados os 999.000 votos que o elegeram [número considerado por demais redondo e suspeito, principalmente levando-se em conta o fato de que os outros candidatos somaram 1.000] proclamou-se Presidente [o nome oficial era Secretário do  Supremo Conselho] e logo no primeiro discurso [na capital, nas margens do rio que os extintos indígenas chamavm de Tocantins] mostrou por que não era delicado.

A República do Centro já abolira a escravatura, concedera voto a muitos. Mas antes de o País se tornar sonho de utopias para filósofos europeus, o novo Presidente revelou seu sonho [na verdade seu plano pessoal]: todos os Centralianos [era então o nome que tomavam os Brazylyanos da região] deveriam ter educação – obrigatória, gratuita e universal.

E prosseguiu, papel do discurso na mão e barbicha: Tudo se faz melhor quando se tem educação. Até estufar pólvora em um canhão, o alfabetizado realiza mais rápido. Para mirar melhor a testa do inimigo, o homem educado faz com melhor eficiência. Até enfiar baionetas em pescoços o preparado faz com menor desperdício!

Educaremos a população para fazer a Guerra!

Júlio Ferro parecia delicado, e não o era. O país que dirigiu infelicitou as regiões Centrais e Periféricas por 37 anos, até tornar-se potência.

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