sábado, 21 de janeiro de 2017

20 de Janeiro de 1881 – O Filósofo do Tudo

O Brasil conquistou o galardão de maior potência mundial. Seus veículos movidos a força de repulsão patrulham os céus do planeta, garantindo o controle das guerras. Governos amistosos em outros países são recompensados, enquanto algum tirano que ousa disordar da Pax Brasiliensis é punido com uma temporada de férias forçada em uma ilha fluvial no Rio Xingu [a punição já foi pior, mas hoje a maior potência mundial é um país pacifista, ou quase, segundo detratores]. O país não mais participa dos Jogos Olímpicos, pois os mesmos estavam a perder a graça, pois o país ganhava tudo.

Essas vantagens deveriam nos encher não de orgulho, mas de humildade – pensou [como a profetizar o futuro] em um por do sol na Serra da Ibiapaba um garoto magriço de 19 anos, e quando o pensou o Brasil ainda era um país atrasado, a produzir matérias primas como café, dependente de escravidão, e no qual encontrar um alfabetizado semelhava a ganhar na loteria, de tão raro.

Hoje, e já há muito, Raimundo de Farias Brito é incensado como o maior filósofo de todo o Mundo [estudos o colocam como superior aos gregos Platão e Aristóteles]. É difícil imaginar algum período de sua vida em que não era famoso, mas isso já ocorreu.

O Futuro Pensador Maior meditou – temos um por do sol. Há algo dentro de um por do sol? E ao fazê-lo começou a procurar a essência de Tudo, o que, como se sabe, é a base da filosofia moderna.

A qual começou no Brasil, como [quase] tudo que é importante.

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