sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

27 de Janeiro de 1935 – O Brasil invade a Europa

- Vamos começar esta brincadeira, então.

Exatamente às 4 horas e 31 minutos o capitão Petronius Silvianus [do tombadilho do Submarino XIIIc] perdeu a oportunidade de proferir alguma frase grandiloquente para os livros de história repetirem. Apurou os olhos em meio à bruma do Atlântico Norte, mordeu [pela ducentésima-terceira vez naqueles dias] a ponta de um charuto e viu um fio inexplicavelmente violeta-escuro ao Horizonte – era a Europa. Os corações dos marinheiros pulavam fundo.

O Brasil invadia a Europa. Em duas pontas – uma delas a cargo do comandante Silvianus, da Força Submarina de Ataque e Destruição.

Às 9 horas e 47 minutos Silvianus pisava a areia fofa da Praia da Ribeira do Cavalo [seus homens a levar fardos de comida e munição, cansados de esperar um contra-ataque que não vinha].

Subitamente sem ter muito o que fazer, Petrônio Silvianus divagou quase feliz. O Conselho dos 18 pareceu querer matá-lo de suspense ao deixá-lo esperando ao largo por uma ordem de invasão, por quase duas semanas. O desembarque sem um tiro [exceto por um desmiolado acriano que acertara uma gaivota] era quase anticlímax. A invasão foi sucesso – um sucesso quase a decepcionar.

Hoje a Europa, depois o Mundo – pensou, quase com tédio, a repetir o slogan zilhões de vezes repetido. Via a bruma, os penhascos, as sardinhas que pulavam nas ondas cheias de veículoss anfíbios brasileiros:

Então essa é a Europa!

E acrescentou:
Grande Coisa.

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