terça-feira, 14 de março de 2017

13 de Março de 1227 – Uma ou duas coisas sobre o Potentado dos Azginya

Os Azginya vieram da África e pouco mais que essa frase [mais declaração de fé que afirmação científica] se sabe sobre eles. Dizem [e temos que confiar no senso comum, por mais enganoso que o mesmo seja] que vieram em sete canoas. O que já conflita com o primeiro nome que a Tradição lhes deu, de Potentado Enengwe ou Azginya [onde o nome inicial acabou por ser esquecido], pois um estado com denominação tão majestática não se poderia apertar em sete barcos, por maiores que eles fossem. [A bem da verdade, certas versões hermenêuticas afirmam que as embarcações não eram sete mas setecentas, o que torna a história obviamente bem mais verossímil].

Sabendo-se muito vagamente seu lugar de origem, ignora-se mais ainda quando chegaram do outro lado do Oceano. Esta data [surpreendentemente exata devido a datações em Carbono 14 de três fragmentos de pegmatita em um lugar com a surrealista denominação de Uruburetama prova que nesta data os Azginya aqui já se encontravam. Quanto ao Rei-Civilizador que os conduziu [que parece sempre existir nas histórias de velhas transmigrações] surpreendentemente se torna ausente na história dos lagurianos [assim também denominados por que, segundo uns poucos, eles vieram da região dos Grandes Lagos].

Falavam de um Rei, chamado Gihanga, que teria lhes conduzido e ensinado a arte da escrita. Ou de cinco outros: Singa, Zigaba, Gesera, Cyaba e Ongera. Melancólicas versões modernas dizem que se tratam de lendas, criadas apenas para não decepcionar arqueólogos.

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