domingo, 19 de março de 2017

18 de Março de 1937 – Pirão em Berlim

Chamava-se Francisco José Xavier de Sousa e Silva o homem que pôs o pé direito no batente do portão em Berlim., e o até excessivo brasileirismo de seu nome tinha uma razão. A Milícia das Duas Cores [nome que o Conselho dos Dezoito dera então ao exército nacional] o promovera de Operqdor Geral [mais ou menos equivalente a soldado raso] em fevereiro de 1935 [quando a segunda invasão brasileira da Europa mal começara] a Guardião das Supremas Figuras [algo como coronel] na data de hoje. O seu nome explicaria [ao menos em parte] a preferência por ele.

A explicação veio quando as tropas brasileiras [junto com seus aliados occitanos e dalmáticos] entraram na cidade pelo Sul, atravessando o bairro do Mitte e esparramando-se pela rua Kudamm. Souza e Silva encarapitou-se em um carro à testa da coluna, passou pela Siegsäule e, mais por sorte que por plano, ordenou que dobrassem à direita, e um par de centenas de metros depois pareceu materializar-se o Portão, o Brandemburger Tor, na sua frente. Nada alto mas respeitável.

Acontecera – um país do Hemisfério Sul invadira as praias da Europa [depois de um par de anos e muito sacrifício] chegava ao coração do continente. E o chefe de etal façanha tyinha um nome explosivamente brasileiro.Dividida, a cidade caíra quase sem resistência. De fato os berlinenses estavam cansados do regime anterior e viam esses estrangeiros quase como uma curiosa novidade.

No pé do Portão em vez de discurso, disse apenas: que saudade de uma carne de sol com pirão! 

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