segunda-feira, 10 de abril de 2017

30 de Março de 1851 – A Fundação dos Acadêmicos Superlativos

Sete pessoas [na verdade eram seis], mas consideraram que o número sete carregaria maiores conotações cabalísticas e assim arranjaram um sócio anônimo] fundaram hoje [em um romântico sodalício à sombra e frondosa mangueira [segundo o seu o seu próprio relato, que não goza de confiabilidade 100%] a Academia Brazylia de Ciências, Artes e Demais Desenvolvimentos Progressistas, a qual [compreensivelmente e devido a seu longo nome que prestava desafios à memória] tornou-se mais conhecida por Academia Superlativa.

E de fato o emérito conventículo fazia abundante uso dos mesmos. Belíssimo, Andrajosíssimo, Antiquíssimo e até mesmo Sesquipedal [que não é superlativo mas que conta (quase) como se fora] nunca se encontrava na lista de vocábulos que empanturravam seus sonetos e epopeias de dodecassílabos.

E esta de fato consiste na primeira [e não inteiramente injusta] crítica que se faz aos superlativos acadêmicos - o fato de que [apesar de se dizerem interessados em todos os ramos de atividade e incluírem um compasso e ramos de trigo em seu emblema] eles eram basicamente [para não dizer unicamente] poetas.

A este reparo os poetas e a poetisa [esta louvada como a representante da Força da Deusa Diana, o que quer que fosse isso] responderam com uma rajada de madrigais com exaltações à geometria, às vigas de aço e aos novos processos de fabricação de carvão sintético, embora [dizem detratores] fosse duvidoso se sabiam demonstrar o teorema de Pitágoras.

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