quinta-feira, 4 de maio de 2017

16 de Abril de 1900 – O Grande Tratado da Inexistência do Brasil

Um grupo [sendo talvez por demais grandiloquente chamá-lo de anônimo] publicou o grande tratado da inexistência do Brasil na data de hoje em meia dúzia de gráficas [também sendo por demais chamá-las clandestinas] espalhadas pelo país.

Trata-se de leitura que se pode denominar sem muita dificuldade de deprimente. O livro [na verdade uma coletânea de capítulos de autores diversos, o que se denuncia nos seus múltiplos estilos] se constitui em longa e decepcionada peroração sobre um país que maltrata seus habitantes e caminha para uma longa irrelevância, da qual [na verdade] nunca saiu. Mais do que raiva, o livro transparece mágoa. Um desânimo de vida e de lugar.

O capítulo com o significativo nome de Por que se um Tsunami ligasse direto o Atlântico e o Pacífico ninguém notaria muito a diferença [do qual ninguém sabe exatamente quem escreveu, mas apenas que se trata de uma mulher, pelos pronomes pessoais] imagina uma tragédia marítima a apagar o caminho entre um oceano e outro. Compara os feitos nas área de filosofia, artes e ciências entre essas terras e outras, e pondera que [exceção de alguns poucos nomes isolados] aqui não se produziu grande coisa.

Uma frase enigmática ao final do livro diz que Quem escreveu isso fui eu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário